sábado, janeiro 28, 2006

Quer sambar? Aí vai a agenda oficial dos blocos

Olha aí o link da prefeitura do Rio:

http://www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/guia/?Canal=159

Outros links:
http://www.bafafa.com.br/noticias.asp?cod_categoria=10&cod_subcategoria=0&cod_noticia=1251

Platô é a p@#$$%¨¨¨¨

Como pude me desesperar por estar em platô e não perder peso???? Gente, estamos na cra do Carnaval, os blocos e escolas de samba estão bombando aqui no Rio e eu cheia de melancolia por causa de apenas -20 quilos????????? Acabo de cair no samba aqui na esquina da casa, em um dos blocos do bairro, o Volta, Alice. Me acabei!!! É bom demais. E aí tem o Escravos da Mauá, O Simpatia é quase Amor, a Banda de Ipanema e tantos outros que vou ter que organizar muito bem minha molicha com iogurte, gatoradee agua mineral para sobreviver à maratona dos práximos finais de semana.
Olha, samba é muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitttttttttooooooo bom. Aeróbica da melhor qualidade. E dá uma alegria no coração que não tem como explicar.

Como é possível notar pelo tremor da imagem eu estava me acabando de tanto sambar.
Esta aqui está melhorzinha... O legal é que tem criança, marmanjo, malabarista, todo o tipo de gente, alí reunida apenas para se divertir numa deliciosa tarde/noite de verão.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Estou em lag

É... lag na perda de peso. Saco! O platô me pegou mesmo. Muita calma nessa hora, mocinha! É meio desanimador ver a balança no mesmo ponto a tanto tempo - mais de 15 dias! - afinal, a gente quer ficar mais bonitinha logo, né? Mas vai passar. Vou me empenhar em conseguir isso, mas sem ficar me grilando. Estou com fome. Mas tenho que esperar a consulta milagrosa que acabei de conseguir com a dentista, pois ontem cancelei a minha e à noite o provisório quebrou e acho que acabei engolindo uma parte, pode? Estou me sentindo como quando nos jogos do IRC perdia a chance de vencer uma partida disputada por causa do lag. Mas como o lag, isso também vai passar e eu vou voltar a perder peso. Opa! É a minha vez! Lá vou eu para a tortura. (Escrito no palm, por volta de 12 horas do dia 26/01).

terça-feira, janeiro 24, 2006

59 dias


Amanhã completo dois meses de operada. Ainda não caiu a ficha de que me submeti a uma cirurgia tão grave e arriscada. No meu peito ainda tem um troço qualquer bloqueado que me impede de chorar mesmo que eu sinta vontade. Não sei como definir esse sentimento, essa sensação.
Cada vez que tento analisar esses últimos dias, desde a tomada da decisão até hoje, sinto que falta alguma coisa, a peça que vai ligar todas as demais, fazendo com que a minha escolha tenha sentido.
Quando paro para pensar, percebo que só o grande desespero de quem se percebe próximo da morte sem estar pronto para ela é que pode ter sido o motor desta decisão de me submeter a uma gastroplastia. Não sei se o desespero pode ser bom conselheiro mas acho que, no meu caso, me senti sem escolhas. Já tinha tentado de tudo para emagrecer e me via engordando mais e mais a cada novo tratamento, a cada novo remédio. Minha alegria estava indo para o buraco, mau-humor constante por ter que me arrastar para manter minhas atividades normais, por perceber que estava sendo preterida profissionalmente por não ter um visual aceitável, por tudo estar cada dia mais difícil e por estar sentindo a vida escorrer com o meu suor.
Grampear o estômago não é mole. Quem diz que é fácil deve ser doido, totalmente sem noção. A parte mais fácil, acreditem, é ficar vivendo a base de líquidos durante um tempo. Você fica meio mole, meio fraco, mas como não está fazendo nada mesmo, não faz diferença. E ainda tem o bônus de perder peso rápido. Eu larguei em dez dias, 11 quilos. Sabe o que é deixar tudo isso para trás em tão pouco tempo? Mas quando você já está cheio de tomar sopinha e suquinho percebe que já está na hora de enfrentar purê de batatas e carne moída. E o medo de arrebentar tudo? Então, você pega aquele pingo de carne no garfo e mastiga até o queixo ficar dolorido. Leva um tempo até você conseguir calibrar a quantidade, até aprender a não iniciar a refeição com muita fome ou ansioso, pois isso é entalada na certa. Mas você é humano e às vezes faz bobagem mesmo. Aí, o jeito é correr para o banheiro o colocar para fora porque dói. Eu até tentei suportar a pressão algumas vezes, mas não deu. A solução foi aprender a comer corretamente. Comer corretamente e usando uma cinta, o que é pior!
A cinta não tem jeito. Se você abriu a barriga, só lamento, vai ter que usar. As minhas agora já estão quase como parte do meu corpo. Até dormir com elas eu durmo, simplesmente porque me esqueço de tirar.
Experiências? Claro que fiz! Descobri que estou odiando Coca-Cola. Jamais imaginei que um dia isso iria acontecer. Depois de 3 meses sem beber, acho que me livrei. Era o meu único vício. Como vai ser agora? :-)
Doce??? Claro que experimentei!! Sei que não devia, mas a curiosidade para saber se teria o tal do dumping era maior, assim sofreria tudo de uma só vez. Não tive dumping.
Depressão??? Encarei. Uma semana direto deitada na cama vendo TV, falando o mínimo necessário para me comunicar e sem saco até para tomar banho. Felizmente passou. Não me cortei toda para ficar deprê. Cruzes!!! Se preciso, vou até tomar uns passes caso a pavorosa volte a atacar.
Trabalho??? Estou louca para voltar. Mesmo sabendo que tem muita lenha pela frente, que vai estar um forno no 30º andar porque o ar-condicinado não funciona, que vou ter que levar um ventilador, que as baratas estarão correndo por toda a sala. Quero voltar. Amanhã vou encarar a perícia no INSS e, se tudo der certo, semana que vem estou voltando. Espero que o médico não detone a minha intenção de voltar. Mais um mês em casa e eu enlouqueço. Se ao menos estivesse com grana sobrando, poderia viajar e sair deste calor infernal. Mas não rola grana, então, trabalhar é melhor.
Experiência assustadora?? A primeira refeição fora de casa. Já comi fora 3 vezes. Na primeira, comi batata assada com carne moída. Tranqüilo. Na segunda, no meu aniversário, na companhia da minha irmã querida Carla, raviolli de ricota. Comi um quarto do prato. Na terceira, pedi uma salada. Sobrou tanto que levei para casa e ainda comi por dois dias.
Peso atual??? Sei lá. Só me peso na clínica e só estarei lá na quinta-feira. Visualmente me sinto num platô desde a última pesagem, o que seria perfeitamente normal já que com um mês e 15 dias eu tinha deixado 20 quilos para trás. Aí não tem jeito. O organismo reage e o jeito é esperar que ele compreenda que você não irá matá-lo de fome, apenas reduziu a quantidade. Muita calma nessa hora, ou a ansiedade vai acabar com você.
Como estou me sentindo???? Fisicamente bem. Quando saio sob esse sol escaldante e não sinto que vou morrer a cada passo, tenho certeza de que tomei a decisão correta. Emocionalmente estou instável. E acho que ainda ficarei por algum tempo por que estou mudando. O corpo está mudando e a cabeça precisa se adaptar para ajudar e suportar essa mudança. Talvez, depois que eu conseguir voltar a chorar tudo se resolva. É trabalho devagar e constante.
Segredo: estou a-d-o-r-a-n-d-o perceber que minha bunda está menor. Sutilmente menor, mas o suficiente para me deixar muito feliz.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

SPFW

Tédio total nos ultimos dias. Fiquei em casa morrendo de calor e assistindo TV. O jeito foi ficar curtindo a transmissão da SPFW. Afinal, em breve (hehehe), estarei podendo usar alguns dos modelitos que as modettes apresentaram.
Vi pouca coisa dos desfiles, mas o trabalho de Lino Villaventura mais uma vez me surpreendeu. Peças quase irreais e de um trabalho de cor belíssimo... Corte impecável e cuidadoso. Dá gosto de ver a dedicação, a pesquisa em cada peça. Em certo momento parecia que a passarela estava tomada por asas de borboletas.
A Capeto sempre me agrada pela simplicidade não simplória. Quem sabe até o ano que vem já estou cabendo num modelito dela. Adorei Forum, com modelos divertidos, que fugiam de forma inteligente da ditadura do preto. E eu amo preto! Mas cheguei a ficar achando que todos os desfiles eram um só. Apenas havia variação entre preto, cinzas, off-preto, off-branco e nada de novidades, de ineditismo. Muita cópia e pouca ousadia. Tem gente que acha que no inverno basta caprichar na alfaiataria, no corte mais marcado, na roupa menos fluída, que está tudo resolvido.
Andre Lima: intenso, rico, sólido e feminino.
Maria Bonita: tem um chemisier longo, cinza, maravilhoso!!!!!Eu quero!!!! Acho que vou comprar e guardar porque ele é do tipo sempre básico. Amei. Cinza, pretos, prata e brancos em harmonia, numa moda para todo o dia.
Patachou: belíssimas saias, com um detalhe em trama no tecido que não dava para ver se era tricot, mas me pareceu que sim.
Zigfreda com peças cheia de detalhes e femininas. Mas no capítulo acessório, o que mais me chamou atenção foi uma bolsa maravilhosa no desfile masculino da Cavalera (ainda não sei se gostei por causa do bofe que carregava a bolsa). No feminino, um belo casaco com aplicações em tecido, que deve ser delicioso de usar. Atemporal.
quer saber? Vi muita coisa legal, mas sem conjunto. Talvez eu esteja errada, mas desfile de coleção tem que ter unidade, mostrar que o sujeito sabe juntar referências e contar um história com elas. E no caso do SPFW que, se não me engano, tinha como tema o Brasil, teve gente que perdeu ou não se achou e resolveu que cortar uns retalhos de forma a lembrar as bandeirolas dos quadros de Volpi era suficiente para mostrar trabalho.